Nesta segunda-feira (29), a agência do grupo CORTIS, Big Hit Entertainment, anunciou no Weverse que entrará com medidas legais após rastreador ser encontrado no carro do grupo. Além disso, a empresa relata comportamentos invasivos e maliciosos, como invasões de privacidade praticadas por fãs obsessivos.
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No anúncio, a empresa relatou que regularmente registra queixas criminais com base em monitoramento constante e relatos enviados por fãs do CORTIS, incluindo o acontecimento em específico.

Medidas contra sasaengs do CORTIS
A revelação perturbadora foi dada por um anúncio formal na plataforma de fãs. Segundo a empresa, o ocorrido aconteceu na agenda de Paris do CORTIS. Além disso, os suspeitos teriam contratado motoristas locais para seguir os integrantes, chegando a acompanhar rotas privadas que não haviam sido divulgadas.
“Tanto a venda quanto a compra de informações de voos de artistas constituem atos ilegais que podem violar a Lei de Proteção de Informações Pessoais e a Lei de Promoção da Utilização da Rede de Informação e Comunicações e Proteção da Informação.”, afirmou a empresa.
Além disso, a Big Hit também informou que atos onlines não passarão despercebidos, como publicações e comentários identificados que infringiram a imagem do CORTIS.
“As denúncias mais recentes abrangem conteúdo depreciativo e insultuoso, a disseminação de informações claramente falsas sobre os artistas e o desempenho de seus álbuns e músicas, bem como imagens alteradas maliciosamente que violam sua dignidade ou causam humilhação sexual.”, detalhou no comunicado.
Vale ressaltar que a maioria dos integrantes do CORTIS são menores de idade, o que torna essas ações ainda mais graves. Outras denúncias incluem aproximação dos membros fingindo ser staffs e abordagem na área VIP de aeroportos.
Guerra silenciosa entre sasaengs e a privacidade dos artistas
No k-pop, sasaeng é o termo utilizado para se referir a fãs extremamente obsessivos e invasivos, os quais unem diversos meios legais e ilegais para perseguir e rastrear os idols.
Ao longo dos anos, diversos artistas já enfrentaram situações graves, como a invasão do dormitório do EXO, perseguições constantes a integrantes do NCT e tentativas de embarque nos mesmos voos do BTS.
O caso mais recente foi o da brasileira de 30 anos, que se mudou para a Coreia do Sul para perseguir o membro Jungkook, do BTS. Ela compareceu ao endereço do cantor dezenas de vezes, deixou cartas, presentes e chegou a tocar a campainha obsessivamente durante a noite, violando uma ordem de restrição judicial. Ela recebeu a sentença de um ano de prisão e corre o risco de ser deportada.
Agora, é papel das empresas buscar meios de proteger seus artistas.
Foto Destaque: CORTIS em GREENGREEN. Divulgação/Big Hit Entertainment
Edição: Jorge Diene