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China e Rússia reiteram cooperação pacífica e estratégica

Os presidentes Xi Jinping da China e Vladimir Putin da Rússia reafirmaram estratégias para convivência harmônica durante encontro dos BRICS

Durante encontro da 16° cúpula dos BRICS+ que aconteceu em Kazan, na Rússia, na última terça-feira (22), o presidente da China Xi Jinping enfatizou sua colaboração com a Rússia de Putin para desenvolver uma convivência harmoniosa com os países vizinhos sem confronto. Em mais de 7 décadas de parceria sem nenhum confronto entre os países, Rússia e China estão elaborando colaboração estratégicas e cooperando em diversas áreas para estreitar seus laços como países vizinhos.

Em 2024, China e Rússia completam  75 anos de relações diplomáticas. Desde a criação da República Popular da China, em 1949, e quando a Rússia ainda fazia parte da União Soviética, que se dissolveu em 1991, a cooperação entre os países vizinhos segue sem nenhum confronto militar. Segundo os próprios presidentes Xi e Putin, o sucesso dessa colaboração tem como base o respeito e benefício mútuo, equidade e sem interferência em assuntos internos. 

Parceria entre China e Rússia 

O Presidente Xi Jinping destacou algumas características dessa amizade China-Rússia, como o espírito de boa vizinhança, colaboração estratégica, cooperação benéfica para ambos os países em diversas áreas. Contribuições e investimento em desenvolvimento, troca de tecnologias para a modernização e revitalização de China e Rússia. Presidente Xi, reforçou um alinhamento da Iniciativa Cinturão e Rota com a Eurásia para trazer benefício e qualidade de vida para ambas as nações.

O líder da Rússia, Presidente Vladimir Putin, afirmou que está disposto a estreitar a parceria com a China em assuntos internacionais defendendo a equidade no sistema de governança global. Putin acrescentou que a Rússia está pronta para cooperar com os países do BRICS após a sua expansão (É esperado a adesão de países como Cuba, Bolívia, Argélia, Nigéria, Turquia, Uganda, Cazaquistão, Uzbequistão, Tailândia, Vietnã, Malásia e Indonésia no bloco) para impulsionar resultados positivos dentro da união do sul global. 


Matamela Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), Putin (Rússia) e Narendra Modi (Índia) durante encontro dos BRICS+, em Kazan, na Rússia. Reprodução/Alexander Kryazhev/Reuters

BRICS+

O grupo consiste em uma união de países emergentes criada em 2006, durante a Assembleia da ONU. Seu nome original “BRIC” refere-se a inicial de cada país membro como Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2009, a África do Sul passou a fazer parte do bloco oficializando o nome BRICS. Atualmente, BRICS+ é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos. O bloco também conta com seu próprio banco, Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), localizado em Xangai, na China, e presidido pela ex-presidenta do Brasil Dilma Rousseff.

O BRICS é uma plataforma de solidariedade e cooperação entre mercados emergentes e países em desenvolvimento. Em suas bases de diálogo, três pilares são considerados principais: cooperação em política e segurança, cooperação financeira e econômica, e cooperação cultural e pessoal. O objetivo do bloco é estabelecer uma equidade entre os países do sul global com países da Europa e América do Norte, alterando o sistema de governança global dominado por Estados Unidos e Europa. 

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Foto Destaque: Presidente Xi Jinping da China e Presidente Vladimir Putin da Rússia em encontro da Cúpula dos BRICS+ 2024, em Kazan na Rússia. Reprodução/Xinhua/Ding Haitao

Ketelin Gomes

Ketelin Gomes é estudante de jornalismo pela Unisinos e direciona sua carreira para atuar nas áreas de arte, cultura e ciências sociais. Adquiriu experiência como estagiária de assessoria na Prefeitura de Porto Alegre, AGERGS e estagiária de jornalismo no G1 RS. Entre algumas conquistas, foi finalista do concurso 'Primeira Pauta 2021' da RBS TV e semi-finalista nacional do prêmio de inovação 'Ânima Shark Hub 2022'; foi selecionada como repórter honorária do programa Honorary Reporters da Coreia do Sul 2023 e da Oficina de Jornalismo do Jornal Correio do Povo 2020; foi estudante destaque do 'Chinese Bridge 2022' e 2° lugar no prêmio 'FACS 2021' na categoria documentário em vídeo. Atualmente atua como assistente de jornalismo e produção freelancer e é pesquisadora do GE CHINA.

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