A Coreia do Sul avalia diferentes formas de se fazer presente no Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã na região. O governo sul-coreano enviou uma equipe aos Emirados Árabes Unidos para analisar as condições locais, enquanto Seul também discute possibilidades de cooperação com países como a França.
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A equipe responsável pela avaliação já retornou aos país após analisar as condições de segurança e possíveis estruturas para uma eventual atuação sul-coreana. Apesar das discussões e da pressão americana por uma contribuição, o governo ainda não tomou uma decisão sobre o envio de tropas ou equipamentos militares.

Coreia do Sul enviou equipe de avaliação aos EAU
A Coreia do Sul enviou uma equipe de avaliação aos Emirados Árabes Unidos para analisar as condições de segurança no Estreito de Ormuz. A equipe já deixou os Emirados e retornou à Coreia do Sul após analisar as condições locais. Entre as possibilidades estudadas por Seul estão diferentes meios militares e de apoio à segurança marítima.
A discussão ganhou importância diante da atual situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. Na última quarta-feira, 9 de setembro, apenas sete embarcações atravessaram o estreito, segundo dados preliminares de rastreamento, abaixo da média de 14 navios registrada nos dez dias anteriores.
Coreia do Sul e França discutiram participação conjunta em Ormuz
Durante uma reunião em Paris, o presidente sul-coreano Lee Jae-myung e o presidente francês Emmanuel Macron discutiram formas de cooperação para assegurar a liberdade de navegação. Lee afirmou que os dois países continuarão trabalhando juntos.
Macron afirmou que a Coreia do Sul, a França e o Reino Unido já discutiram possíveis formas de atuação conjunta na região. A proposta, segundo o presidente francês, seria parte de uma missão multinacional de caráter pacífico, mas Seul ainda não decidiu se participará diretamente ou enviará forças militares para a operação. Para participar militarmente, a decisão teria que ser aprovada por toda Assembleia Nacional.
Tensão com a Coreia do Norte aumenta pressão sobre Seul
Enquanto avalia uma possível atuação no Estreito de Ormuz, a Coreia do Sul também enfrenta novas tensões com a Coreia do Norte. Neste mês, Pyongyang colocou em serviço o destróier Kang Kon, de 5 mil toneladas, durante o início de um exercício militar envolvendo Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. De acordo com Kim Jong-un, o cruzador fará parte do sistema de defesa e resposta nuclear do país.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das capacidades militares norte-coreanas e às críticas de Pyongyang aos exercícios conjuntos. A situação reforça o cenário de segurança enfrentado por Seul, que precisa conciliar a tensão na Península Coreana com a avaliação de uma possível participação em ações de segurança no Estreito de Ormuz.
Foto Destaque: Embarcações em trânsito no estreito de Ormuz, na cidade portuária de Bandar Abbas.
Divulgação/ AFP YONHAP