O sistema que permite a alguns atletas e artistas cumprir obrigações militares de forma diferenciada pode passar por uma ampla reformulação. O governo discute mudanças no serviço militar na Coreia do Sul que preveem reduzir progressivamente esse tipo de benefício até uma possível extinção do modelo.
A sinalização foi feita por Hong So-young, chefe da Administração de Recursos Humanos Militares, durante uma sessão da Assembleia Nacional nesta segunda-feira (12). Ao comentar a direção adotada pelo Ministério da Defesa, ela afirmou: “Nossa posição é a mesma do Ministério da Defesa”.
Segundo Hong, a proposta está em fase final de análise dentro de um plano mais amplo de reforma da defesa.
Serviço militar na Coreia do Sul pode ter novas regras
Entre as mudanças estudadas está a redução do número de artistas que poderão entrar no regime especial.
Em competições internacionais de artes, a intenção é restringir a elegibilidade aos vencedores do primeiro lugar. Atualmente, segundos colocados também podem ser contemplados em determinados casos.
Nos concursos nacionais de artes tradicionais, o governo também pretende diminuir o número de beneficiados. A proposta é limitar o acesso a apenas um vencedor por evento.
Dados apresentados pela Administração de Recursos Humanos Militares mostram que 86,6% dos artistas incluídos no programa nos últimos cinco anos conseguiram se qualificar por meio de competições nacionais.
Governo diz que mudança não será imediata
Hong So-young também deixou claro que uma eventual extinção do sistema na Coreia do Sul não acontecerá de uma só vez.
“Não podemos abolir o sistema da noite para o dia”, afirmou. Ela acrescentou que pretende assumir a responsabilidade pela formulação de novos critérios ao longo do próximo ano, mas reconheceu que seria difícil concluir todo o plano ainda em 2026.
Os critérios para atletas também serão revistos, especialmente diante das críticas de parte da população à diferença de tratamento entre esportistas premiados e homens que cumprem o serviço militar convencional.
Ao comentar a insatisfação pública, Hong declarou:
“Levo a sério o sentimento de perda dos jovens que cumprem suas obrigações militares e os pedidos da sociedade por mudanças no sistema.”
Apesar do termo “isenção” ser usado com frequência, os beneficiados não ficam totalmente livres das obrigações militares. Eles passam por treinamento básico e permanecem atuando em suas áreas por 34 meses, além de cumprir atividades de serviço público.
Um estudo sobre a reforma deve ser concluído no fim de novembro, antes de novas consultas entre governo e setores afetados na Coreia do Sul.
Foto Destaque: Yonhap

