A Coreia do Sul iniciou uma investigação sobre o vazamento de informações pessoais do presidente Lee Jae-myung, da primeira-dama Kim Hea-kyung e de outras 166 pessoas que integravam uma comitiva presidencial em viagem à Europa. O governo também iniciou a emissão de novos passaportes para os afetados após a exposição de números de documentos e datas de nascimento na internet.
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O arquivo permaneceu acessível por aproximadamente cinco meses em uma plataforma de análise de arquivos suspeitos de conter códigos maliciosos. As autoridades investigam como o documento chegou ao site e quem realizou o envio.

Vazamento expôs informações de integrantes da comitiva presidencial
O documento reunia informações de 168 passageiros que acompanharam Lee Jae-myung durante uma viagem à Europa em junho, que incluiu compromissos na Bélgica, Itália e França, além da participação na cúpula do G7. Entre os dados expostos estavam nomes em coreano e inglês, cargos, vínculos institucionais, datas de nascimento, números de passaporte e períodos de validade dos documentos.
Segundo a agência de notícias Yonhap, o arquivo recebeu o título de “Passenger list (South Korea-Belgium)” e chegou ao VirusTotal em 2 de junho, antes da partida da comitiva, que ocorreu no dia 9. A plataforma oferece serviços de análise de arquivos e endereços digitais para identificar possíveis ameaças virtuais. Usuários também conseguem acessar e baixar materiais enviados ao sistema.
Além do casal presidencial, a exposição atingiu ministros, integrantes da equipe de segurança, funcionários do gabinete presidencial e jornalistas que acompanharam a viagem. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que o arquivo correspondia a um documento utilizado na organização do deslocamento, embora ainda não tenha esclarecido quem o enviou à plataforma.
Coreia do Sul investiga origem e substituí passaportes
O Ministério das Relações Exteriores informou que considera o episódio um vazamento de dados, e não um ataque cibernético externo. A pasta também iniciou uma revisão técnica de computadores e contas de e-mail utilizados na preparação da viagem presidencial para identificar como as informações chegaram ao ambiente público.
A Polícia Nacional da Coreia do Sul abriu uma investigação sobre o caso. Em 3 de novembro, o gabinete presidencial realizou uma reunião de emergência, conduzida pelo chefe de gabinete Lim Kwang-hyun, para determinar a extensão da exposição, identificar possíveis responsáveis e revisar os protocolos de segurança das viagens oficiais.
Em reportagem publicada em 4 de novembro, a emissora SBS informou que as autoridades também investigam a possibilidade de o vazamento ter ocorrido durante a transferência do arquivo entre o Ministério das Relações Exteriores sul-coreano e representantes diplomáticos na Bélgica. A hipótese ainda depende da apuração policial.
Enquanto as investigações prosseguem, o governo iniciou a substituição dos passaportes de todas as 168 pessoas afetadas e retirou o arquivo da plataforma. Até o momento, as autoridades não identificaram evidências de que outras informações tenham sido expostas.
Foto destaque: O presidente Lee Jae Myung e a primeira-dama Kim Hea Kyung embarcam no avião presidencial da Coreia do Sul.
Divulgação/ The Korea Times