Em 2004 parte da população de Gunma, península japonesa, ergueu um memorial para as vítimas coreanas escravizadas no século XX, nesta semana o governo do Japão deu ordem de derrubada
O governo do Japão permitiu a retirada do monumento em homenagem aos coreanos escravizados durante a Segunda Guerra Mundial. O memorial ficava na província de Gunma, localizada no noroeste da região de Kantō, na principal ilha Honshu. Apesar de sofrer duras críticas dos ativistas japoneses, as autoridades locais começaram a remoção da pedra nesta segunda-feira (29), e concluíram na quarta-feira (31).
Em 2004, um grupo cívico japonês ergueu a pedra memorial, para conscientizar a população sobre o passado do país, e homenagear as vítimas coreanas. O monumento tinha gravado a seguinte frase: “Memória, Reflexão e Amizade”, traduzida para coreano, japonês e inglês. Em 2014 a província de Gunma já havia recusado a prorrogação estatal para manter o monumento.

Ainda assim, havia um processo aberto por um grupo cívico para bloquear a remoção do memorial. Desse modo, o governo poupou o epitáfio por um tempo, contanto que o grupo ficasse responsável pela manutenção do local. No entanto, ainda no início desta semana, o poder público local deu a ordem de derrubada.
A história por traz do memorial
No início do século XX, o Japão começou a invadir quase toda a Ásia, e a Coreia foi um dos primeiros países invadidos. Logo após, foi sucumbido a colônia japonesa, e a população coreana foi escravizada. Muitos coreanos foram forçados a ir trabalhar no Japão, e durante a Segunda Guerra, foram obrigados a lutar pelos japoneses.
Além disso, as meninas e mulheres coreanas foram forçadas a realizarem trabalhos sexuais. Elas ficaram conhecidas como mulheres de conforto, que deveriam confortar sexualmente os soldados japoneses. Sendo assim, atualmente o governo japonês está sendo criticado por parte da população que defendia a preservação do monumento em homenagem às vítimas dos países vizinhos.
Foto destaque: Memorial para vítimas coreanas em parque de Gunma, Japão. Reprodução/themainichi