A Coreia do Sul enfrenta uma onda de calor histórica que já deixou 19 mortos e mais de 2 mil pessoas com doenças relacionadas às altas temperaturas desde de maio. O país registrou a maior temperatura desde o início dos registros meteorológicos, em 1904, com 42,5°C na cidade de Yangsan, enquanto alertas de calor extremo foram ampliados para Seul e outras regiões
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Na última terça-feira, a capital do país registrou 38°C, fazendo com que a Agência Meteorológica Coreana emitisse o alerta máximo para partes da região metropolitana de Seul. O alerta recomenda que as pessoas fiquem em suas casas e evitem atividades ao ar livre.

Presidente da Coreia do Sul ordena medidas para enfrentar onda de calor intensa
Diante da situação, o presidente Lee Jae Myung classificou o fenômeno como um desastre nacional e determinou o reforço das medidas de proteção à população. As autoridades também intensificaram as medidas para reduzir os impactos sofridos por todo o país.
Entre as medidas anunciadas estão inspeções na infraestrutura elétrica, diante do aumento no consumo de energia, além da ampliação dos abrigos refrigerados e de ações voltadas às pessoas mais vulneráveis.
Segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA), mais de 2 mil pessoas precisaram de atendimento médico por problemas relacionados ao calor desde 15 de maio. A maior parte das vítimas fatais é composta por idosos, registrando 13 dos 19 óbitos.
A onda de calor também provocou noites com temperaturas acima dos 30°C em algumas regiões e levou ao cancelamento de partidas da liga sul-coreana de beisebol após torcedores passarem mal durante os jogos. A população também foi instruída à ficar em suas casas durante o período das 11h às 18h, quando a temperatura pode variar de 35°C a 40°C
Outras regiões da Ásia também foram afetadas
A onda de calor não afetou apenas os sul-coreanos. De acordo com a imprensa estatal norte-coreana, Pyongyang registrou a marca de 40°C. Nenhum dado sobre vítimas ou problemas de saúde relacionados às altas temperaturas foi divulgado.
De acordo com a mídia, os alertas de calor extremo no país se manterão por toda a semana. Segundo os meios de comunicação, houve um alto deslocamento de pessoas na tentativa de fugir do calor nas regiões turísticas de Wonsan e Kalma no mês de Julho
No Japão, temperaturas de 41,8°C foram registradas na última terça-feira, 5, na cidade de Iseaki. A marca ultrapassou os 42,2°C, na região à oeste de Hyogo. Na cidade turística de Kyoto, os termômetros registraram 40°C na última semana.
Fenômeno climático é causado por tufão no Oceano Pacífico
Meteorologistas atribuem o calor extremo à atuação de sistemas de alta pressão, intensificados pela influência do tufão Dolphin, o qual deve atingir o sul do Japão com rajadas que podem atingir 210 km/h.
Os países na rota de colisão do tufão, como China, Coreia do Sul, Coreia do Norte e Japão, já iniciaram evacuação nas possíveis áreas afetadas. Até sexta, o volume de precipitação deve alcançar 150mm na região sul de Kyushu, 120mm na província de Okinawa e 100mm na região de Amami.
O ciclone pode vir a afetar a região costeira da China no próximo domingo, 10, entre o estuário do rio Yangtzé e a província de Zhejiang. Caso confirmado, ventos fortes e chuvas intensas poderão atingir Xangai e as províncias de Zhejiang, Jiangxi e Anhui.
Foto Destaque: Pessoas andam em sistema de resfriamento urbano em Gwangmyeong
Divulgação/ Reuters/ Kim Soo-hyeon