“S&X” é o novo jdrama da Netflix que estreou no dia 20 de agosto e busca agradar ao público mais maduro. Na trama, acompanhamos Ichito Shimotori (Kento Nakajima), um terapeuta sexual que busca ajudar seus pacientes em suas vidas íntimas de forma leve e acolhedora. Contudo, sua rotina pacata muda completamente ao reencontrar Yumi Ichinose (Yuko Araki), uma antiga paixão da escola.
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A produção de “S&X” é dirigida por Shogo Kusano (Kanojo no sukinamonowa / What She Likes…), que também divide o roteiro com Tomoko Yoshida. A história é uma adaptação do mangá homônimo de Kisei Tada. Diferentemente dos doramas e kdramas tradicionais, a estreia trouxe um problema recorrente e pouco discutido no Japão e no mundo: o que é o sexo para você?

Em uma sociedade cafona, “S&X” é disruptura com classe
Para aqueles que veem o título pela primeira vez, devem imaginar que “S&X” traz uma história erótica, com algumas peculiaridades já vistas em animes e mangás. O primeiro encanto começa aqui: em todos os sete episódios, não há uma cena de sexo (não como já conhecemos).
Ao conhecermos Ichito, percebemos que o personagem aborda um homem muito inteligente, com trejeitos atraentes e pouquíssimo traquejo social. Do outro lado da moeda, vemos Yumi, uma jornalista e apresentadora que se divide entre ser mulher e ter desejos e agradar o público com seu jeito fofo e puro.
Assim como no mangá, o drama traz reflexões humanas sobre relacionamentos, autoestima, desejo e dificuldades de comunicação. E, como o Doutor Shimotori sempre diz: “Todos nós temos problemas sexuais. Afinal, não seríamos humanos se não tivéssemos”.
Educação sexual trazida de outro ângulo
Você já se perguntou se o seu psicólogo também faz terapia com outro psicólogo? Em “S&X”, vemos que essa resposta é positiva, visto que Shimotori também possui seus demônios que deseja combater, a fim de conseguir se aproximar mais de Yumi. Em meio aos episódios, analisamos como a profissão é diversas vezes menosprezada e diminuída, sendo chacota de muitos que não a entendem.
Em um país como o Japão, onde a taxa de natalidade está abaixo de 1,2 filhos por mulher, falar sobre sexo não é apenas conhecimento, é necessidade. Em meio às consultas, Ichito se depara com diversas mulheres e homens, os quais passam por vários problemas (bem diferentes, aliás) e mostra que o prazer não deve ser restrito, mas sim respeitado e consentido.
O diretor Shogo Kusano explica que a proposta foi abordar um tema que poderia facilmente assumir um tom sensacionalista, transformando-o em uma narrativa mais realista sobre pessoas que enfrentam questões relacionadas ao trabalho, ao amor e à sexualidade.
Foto Destaque: Ichito Shimotori e Yumi Ichinose em S&X. Divulgação/Netflix.