
Min Hee Jin é inocentada pela polícia em disputa com a HYBE
A disputa entre a executiva Min Hee Jin e a gigante do entretenimento sul-coreano HYBE ganhou um novo capítulo decisivo. Após mais de um ano de investigações, a polícia concluiu que não há indícios de crime por parte da ex-CEO da ADOR. O inquérito foi encerrado sem qualquer indiciamento, encerrando oficialmente a tentativa da HYBE de levá-la à Justiça por suposta quebra de confiança.
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Essa decisão representa um marco importante no embate jurídico e midiático entre as duas partes, que se intensificou desde abril de 2024, quando Min foi acusada de tentar assumir ilegalmente o controle da ADOR, empresa subsidiária da HYBE e responsável pelo grupo NewJeans. Agora, com a conclusão da investigação, o cenário se transforma e reabre o debate sobre os limites do poder corporativo no mercado do K-pop.

Acusações da HYBE são descartadas por falta de provas
A alegação central da HYBE envolvia um suposto plano de Min Hee Jin para assumir a ADOR de forma indevida. A empresa sustentava que a executiva teria violado seu dever fiduciário ao agir contra os interesses dos acionistas. No entanto, segundo a polícia de Yongsan, em Seul, nenhuma evidência concreta foi encontrada para comprovar a versão apresentada pela agência.
As duas queixas criminais protocoladas pela empresa foram arquivadas. As autoridades destacaram que as ações de Min não configuram crime, mesmo diante das tensões internas e do conflito de interesses corporativos. Esse posicionamento contradiz frontalmente a narrativa sustentada pela empresa desde o início do caso.
A decisão foi tomada após uma investigação detalhada, que incluiu auditorias, análise de documentos corporativos e um longo depoimento de Min, que chegou a ser interrogada pela polícia por oito horas. Após sair da delegacia, ela afirmou estar confiante: “Vou dizer a verdade”.
Min Hee Jin foi afastada da ADOR, mas continuou envolvida com a NewJeans
Mesmo com a ausência de indiciamento, o impacto das acusações se refletiu diretamente na carreira de Min. Em agosto de 2024, ela foi oficialmente removida do cargo de CEO da ADOR. Contudo, permaneceu como diretora interna e produtora criativa do grupo NewJeans por mais alguns meses.
A participação da executiva se encerrou por completo em novembro de 2024, quando renunciou ao último título corporativo que ainda mantinha na subsidiária da HYBE. Desde então, Min manteve-se afastada das decisões empresariais, mas continuou sendo uma figura central no debate sobre os rumos da indústria musical sul-coreana.

HYBE alega que e-mails de protesto foram orquestrados por Min
Em uma nova tentativa de retomar o controle da narrativa, a HYBE apontou Min como responsável por uma série de e-mails enviados por pais das integrantes do NewJeans. Essas mensagens, críticas à forma como a agência conduzia a carreira do grupo, expressavam apoio à executiva e denunciavam supostas práticas abusivas dentro da empresa.
A empresa sugeriu que os protestos não foram espontâneos, mas sim coordenados por Min como parte de uma estratégia para minar a gestão atual da ADOR. Apesar disso, a polícia descartou qualquer relação criminosa entre esses atos e o nome de Min, reforçando que o caso não apresentava elementos suficientes para uma acusação formal.

HYBE contesta decisão da polícia e apresenta nova objeção
Mesmo após o encerramento oficial do inquérito, a HYBE declarou publicamente que não aceita a decisão. A empresa já protocolou um recurso junto ao Ministério Público, alegando a existência de novos elementos que poderiam alterar o rumo do processo.
Entre os pontos levantados pela agência está uma disputa contratual com as integrantes do NewJeans e novas evidências apresentadas em processos civis paralelos. A empresa afirma que o comportamento de Min causou uma “desestabilização intencional” da estrutura corporativa da ADOR.
O caso, que parecia encerrado, pode retornar aos tribunais, caso o Ministério Público acate os argumentos apresentados pela HYBE. Porém, até o momento, não há indício de que a Justiça vá reabrir a investigação criminal contra Min.
Disputas paralelas envolvendo outras figuras também foram encerradas
Além da denúncia principal, outras queixas relacionadas ao caso também foram descartadas pela polícia. Isso inclui processos por difamação movidos por Min contra executivos da BELIFT LAB, outra subsidiária da empresa, além de denúncias apresentadas por fãs do NewJeans e até mesmo por produtores independentes.
As autoridades concluíram que nenhuma dessas acusações continha provas suficientes para justificar a abertura de processos criminais. Em muitos casos, os comentários considerados ofensivos foram enquadrados como opinião pública, não configurando delito.
Foto Destaque: executiva Min Hee Jin; logo da HYBE Labels. Divulgação/Instagram @min.hee.jin/HYBE