
Cambistas de ingressos do BTS são alvos de ação do Ministério da Cultura Coreano
Com o tão aguardado retorno do BTS, o Ministério da Cultura, Esportes e Turismo coreano tomou medidas legais contra vendedores clandestinos dos ingressos para o show do grupo. A informação foi dada pelo ministério na quarta-feira (11), e mostrou um número de 1868 anúncios de vendas para o concerto que acontece em 21 de março, em Gwanghwamun e Goyang, Gyeonggi.
Leia mais: Jungkook faz história: “Seven” completa 134 semanas no Billboard Global 200
Leia mais: Vendas de livros sobre a dinastia Joseon aumentam depois do filme “The King’s Warden”
O ministério ressaltou que fãs que compraram por cambistas, provavelmente não conseguirão assistir o show do BTS. Isso porque, as autoridades tomaram medidas restritivas como verificação de identidade rigorosa. Vale ressaltar que todos os shows do BTS permitem apenas um ingresso por pessoa. As autoridades pedem colaboração dos fãs, pois podem pagar preços exorbitantes e terem a entrada negada, além da possibilidade de sofrerem fraudes online.

Medidas para o show do BTS
Um exemplo é o show do grupo que acontecerá em Gwanghwamun. Os ingressos serão em formato de QR Code, os quais não poderão ser duplicados ou reimpressos. O nome presente na entrada precisa ser o mesmo dos documentos e ainda receberão uma pulseira inviolável. Outra medida tomada pelas autoridades é a inspeção aleatória de identidades ao longo do show do BTS e os infratores estarão sujeitos a retirada imediata do local.
Todas as medidas estão presentes na alteração da Lei de Apresentações e na Lei Nacional de Promoção do Esporte – que serão colocadas em vigor em 28 de agosto – ampliando as regulamentações contra fraudes mesmo que tenham sido programadas (macro). Segundo as emendas, os infratores podem enfrentar multas administrativas de até 50 vezes o valor da venda. Outro ponto foi a criação de incentivos financeiros para estimular denúncias de venda ilegal de ingressos.
Para reforçar todas essas medidas, o Ministério junta as autoridades, lançaram dia 5 de março, uma força tarefa público-privada para reunir plataformas de venda, mercados de revenda e grupos do setor para coordenar medidas de combate à fraude dos ingressos.
As autoridades também alertaram para novas vendas fraudulentas em 12 de março, às 20h, quando foi programada a venda adicional de ingressos para o show do BTS. Para a ministra da Cultura, Chae Hwi-young, a revenda de ingressos é como uma prática que mina a integridade do entretenimento e explora o entusiasmo dos fãs. ”A partir deste pedido de investigação, continuaremos com uma aplicação firme e constante das medidas até que a revenda de ingressos seja erradicada e uma cultura justa de frequência a shows seja estabelecida.”, ressaltou.
“A revenda de ingressos é um problema que pode ser resolvido se ninguém estiver disposto a comprar [ingressos de cambistas]. Além disso, apresentam alto risco de fraude, já que os vendedores tendem a desaparecer após o pagamento, portanto, os ingressos devem sempre ser comprados por meio de canais oficiais”, reiterou Chae aos fãs do BTS.
Cambistas no Brasil
A atuação de cambistas em grandes shows no Brasil é um problema recorrente, especialmente em apresentações de artistas com enorme demanda, como o BTS, Harry Styles e muitos outros. Em muitos casos, ingressos são adquiridos em grande quantidade por revendedores e posteriormente comercializados por preços muito acima do valor original, com vídeos e fotos expostos nas redes sociais.
Diante desse cenário, o debate sobre políticas públicas e regulamentações mais rígidas tem ganhado força, com propostas que incluem fiscalização mais intensa, penalidades para a revenda abusiva e mecanismos que garantam maior transparência nos sistemas de venda de ingressos. Entre os nomes acerca dessas medidas está Guilherme Cortez, deputado estadual do PSOL por São Paulo, que busca entender os valores exorbitantes de ingressos e a revenda deles para cambistas.
Foto Destaque: Poster BTS. Divulgação/Big Hit
Edição: Jorge Diene