
Ministro da Defesa sul-coreano planeja reforma nas Forças Armadas
O responsável pelas Forças Armadas e Ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, comentou sobre os planos para conter o declínio no número de tropas militares, relacionados à baixa na taxa de natalidade. Em um jantar realizado em Seul, nesta terça-feira, o ministro revelou que o Ministério Nacional da Defesa está realizando uma reformulação em partes pontuais das forças armadas, incluídas em um pacote de reformas. A previsão é de que a proposta esteja pronta ao final do semestre, precisando passar por aprovação do gabinete para assim poder estar elegível para a aprovação do governo, a qual deve ocorrer no terceiro ou quarto semestre de 2026.
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O ministro também se utilizou de dados demográficos para ilustrar os principais desafios sofridos pelas forças armadas sul-coreanas. Em 2023, o número de recém-nascidos foi de aproximadamente 118 mil. Seguindo as previsões, no atual sistema de recrutamento militar, esse número seria convertido em cerca de 160 mil recrutas, cerca de 80 mil a menos do que o previsto para 2025.

Reformas do Ministro da Defesa busca capacitar soldados nas forças armadas da Coreia do Sul
Ahn revelou que uma das ideias propostas na reforma seria a de permitir que recrutas possam transitar suas carreiras de forma progressiva em patentes maiores e mais técnicas das forças armadas, ainda mantendo o serviço como obrigatório em todo o país. O Ministro visa manter cerca de 50 mil funcionários capazes de operar sistemas de defesa avançados e que estejam aptos para progredir para a carreira civil, gerando um “ciclo vicioso” entre a indústria e o exército. “Não é sobre abandonar o serviço obrigatório. É sobre criar um caminho que permita aos soldados se tornarem oficiais não comissionados, principalmente no campo tecnológico”, comentou o ministro.
O foco em profissionais capacitados para atuar nas áreas mais tecnológicas se dá pela nova forma que as guerras ocorrem. “Estamos testemunhando uma mudança em direção à guerra assimétrica, onde drones de baixo custo podem neutralizar armas avançadas e caras.” A afirmação pode ser exemplificada pelos conflitos regionais atuais, como os localizados na região do Oriente Médio e do Leste Europeu, cujos conflitos ainda perduram, por mais que haja disparidade de orçamentos e recursos dos países envolvidos. Além da redução de custos, outro fator relevante para o ministro é a retirada de cada vez mais soldados da linha de frente, se apoiando no uso de inteligência artificial para melhorar as unidades de resposta.
O ministro responsável pelas forças armadas também para aumentar a remuneração para níveis semelhantes, ou superior, aos oferecidos por outras empresas menores. Atualmente, um sargento recebe em torno de 40 milhões de wons (Aproximadamente R$ 140 mil), enquanto oficiais não comissionados superiores recebem entre 60 a 70 milhões de wons (R$ 210 mil a R$ 240 mil).
Foto destaque: Oficiais da Marinha realizando exercício militar. Divulgação/ Brad Lennon CNN
Edição: Jorge Diene