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Estudantes com histórico de violência não poderão lecionar

Estudantes do ensino médio que tenham histórico de violência, não poderão lecionar no ensino primário, a regra será válida a partir de 2026

Foi divulgado pelo governo da Coreia do Sul, na última segunda-feira (06), uma mudança no sistema educacional do país. A partir de 2026, estudantes que tenham algum histórico de violência no ensino médio não poderão ser professores do ensino primário ou do ensino fundamental. Sendo assim, o Ministério do Ensino pretende promover essa mudança visando fortalecer as ações de combate ao bullying. Além disso, alguns estudantes com esse histórico que iniciaram seu processo de entrada nas universidades de educação já foram barrados.

O Ministério da Educação da Coreia do Sul planeja reforçar ainda mais suas ações de combate ao bullying no país. Dessa forma, o sistema de qualificação de estudantes em universidades de educação irá passar por uma grande mudança. As turmas de educação formadas a partir de 2026 não poderão contar com nenhum aluno que tenha algum histórico de violência no ensino médio.


Indicativos do aumento da gravidade da violência escolar na Coreia do Sul. Reprodução/ Statista

Inclusive, esse processo de reformulação nas admissões das faculdades de educação já teve início. Até o momento, todas as 10 principais universidades de educação do país desclassificaram estudantes que deram entrada nas admissões universitárias para 2026. Todos esses jovens contavam com algum caso de violência em seus históricos.

Combate à violência escolar

Essa ação do Ministério da Educação dá prosseguimento nos planos do governo de erradicar o problema da violência nas escolas sul-coreanas, o anúncio da adoção medidas de abrangência nacional aconteceu ano passado. Dessa forma, os históricos de violência escolar passarão a se tornar um critério de grande peso no processo de entrada em universidades, o que servirá de alerta para todos estudantes que cometem atos do gênero.

Porém, enquanto a maioria das universidades irá apenas considerar esses históricos de forma parcial nos processos de admissão, tirando ponto das avaliações ou algo nesse sentido, as universidades de educação agirão diferente. Sendo assim, elas irão barrar as inscrições desses estudantes de forma permanente, garantindo que não poderão lecionar para o ensino primário e fundamental.

Park Nam-ki, professor da Universidade Nacional de Educação de Gwangju, afirmou que as universidades tomaram essas decisões porque acreditam que essa é a melhor escolha. Para elas, os alunos com histórico de violência têm limitações no que diz respeito à sua adequação como professores. Na visão das universidades de educação, trata-se de uma questão de personalidade.

Foto destaque: alunos sul-coreanos na sala de aula. Reprodução/ Getty Images

Pedro Henrique Combas Eduardo

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