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Governo coreano negocia com médicos para encerrar greve

Órgão consultivo reúne governo, médicos e oposição para encerrar paralisação e melhorar condições de trabalho na saúde

Um comitê consultivo formado pelo partido governista Poder do Povo (PPP), governo e grupos médicos, deu início a negociações nesta segunda-feira para encerrar a paralisação que se arrasta há meses entre médicos em formação na Coreia do Sul. O grupo tem a meta de alcançar avanços significativos até o final de dezembro, informou o deputado Kim Sung-won, representante do PPP. A crise na área da saúde começou em fevereiro, quando milhares de médicos residentes abandonaram seus postos em protesto contra a decisão do governo de aumentar drasticamente a cota de vagas nas faculdades de medicina.

Esse movimento impactou seriamente o sistema de saúde nacional, elevando a urgência por uma resolução. Na primeira reunião, estiveram presentes o líder do PPP, Han Dong-hoon, o primeiro-ministro Han Duck-soo, e representantes de associações acadêmicas, incluindo reitores de faculdades de medicina e a Academia Coreana de Ciências Médicas. Os debates focaram em encontrar soluções para a volta dos médicos aos hospitais e na melhoria das condições de trabalho desses profissionais.


Lee Jin-woo, presidente da Associação Médica Coreana, na Assembleia Nacional. Reprodução/Repórter Park Joon-seong

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O comitê consultivo tem atuação prevista até o fim de dezembro, mas queremos trazer resultados concretos para a população até 22 ou 23 de dezembro, como um presente de Natal“, disse o deputado Kim aos jornalistas na reunião. O comitê também propôs a participação de médicos residentes e do Partido Democrático da Coreia (DPK), principal partido de oposição, para ampliar as discussões em busca de uma solução duradoura para a crise. “As decisões tomadas aqui irão direcionar as políticas de saúde do governo“, afirmou Han Dong-hoon, reforçando o convite ao DPK.

Para o primeiro-ministro Han Duck-soo, a reforma do sistema de saúde vai além do aumento das vagas em medicina. Ele ressaltou que o governo está comprometido em ouvir e responder às reivindicações dos médicos em formação, incluindo melhores condições de trabalho e remuneração justa. Com a crise avançando, especialistas apontam que a resolução do impasse pode significar um marco nas políticas de saúde da Coreia do Sul. O governo agora se depara com o desafio de não apenas encerrar a greve, mas também estabelecer mudanças estruturais que garantam a sustentabilidade do setor e a valorização dos profissionais médicos em formação.

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Foto destaque: Médicos residentes e profissionais da saúde em greve na Coreia do Sul reivindicam melhores condições de trabalho e políticas mais justas no setor. Reprodução/Pixabay

Nathalia Orlando

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Nathalia Orlando

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