Trabalhadores médicos de sindicatos durante os protestos em massa realizados no ano passado, contra a decisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol. Reprodução; Associated Press
Nesta sexta-feira (09), o Ministério da Educação da Coreia do Sul anunciou que reprovará cerca de 8.305 estudantes, o que corresponde a aproximadamente 43% de todos os alunos de medicina das 40 faculdades do país. Além disso, expulsará outros 46 estudantes que se recusaram a retornar às aulas em protesto. A decisão dos alunos de boicotarem as aulas ocorre em meio a um impasse contínuo entre o governo e os estudantes de medicina.
Durante a gestão de Yoon Suk Yeol, o governo anunciou um plano para aumentar a cota anual de ingressos nas escolas de medicina, como parte de uma reforma abrangente no setor de saúde. A medida provocou forte reação, levando estudantes e residentes a entrarem em greve no ano passado. Apesar do recuo parcial na proposta, com a redução do número de novas vagas, o clima de tensão persiste nas instituições de ensino.
O Ministério da Educação da Coreia do Sul informou que 42,6% dos estudantes de medicina foram reprovados e 0,2% enfrentarão expulsão, o que os impedirá de avançar no curso e os desligará formalmente das instituições. Já nas instituições onde o programa pré-médico não exige retenção acadêmica, 3.027 estudantes devem receber advertências acadêmicas até o fim do semestre. Além disso, 1.389 alunos que retornaram às aulas se matricularam em apenas uma disciplina.
Por outro lado, apenas 6.708 estudantes — que representa apenas 34,4% no total — devem participar plenamente das aulas no primeiro semestre deste ano. Tanto o ministério quanto as universidades pontuaram que não acomodaram mais estudantes que se recusarem a voltar para as aulas. O Ministério da Educação da Coreia do Sul alertou que tomará medidas legais contra qualquer ato de assédio. Assim, incluindo a divulgação de listas de alunos que retomarem os estudos. Para garantir o direito à aprendizagem, o governo prometeu uma resposta firme e coordenada junto às universidades.
Nesse contexto, diante da confusão prevista com a presença de estudantes de diferentes turmas, o Ministério da Educação afirmou que trabalhará em parceria com as universidades para priorizar os recém-admitidos e desenvolver medidas legais para garantir um ensino adequado para todos os alunos. Enquanto isso, em resposta à decisão de reprová-los ou expulsá-los, alguns estudantes de medicina reagiram entrando com uma denúncia contra o Ministério da Educação. A Associação de Estudantes de Medicina da Coreia realizou uma coletiva de imprensa na Província de Gyeonggi. Como resultado, foi apresentado uma queixa contra dois funcionários do Ministério da Educação e um vice-ministro, acusados de coerção, obstrução de dever e abuso de autoridade.
Foto Destaque: Trabalhadores médicos de sindicatos durante os protestos em massa realizados no ano passado, contra a decisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol. Reprodução/Associated Press
O lançamento do próximo EP do grupo CORTIS está se aproximando e já se consolida…
"Se Desejos Matassem…", novo k-drama da Netflix, chega à plataforma de streaming no dia 24…
A Organização de Turismo da Coreia (KTO), anunciou nesta segunda-feira, 13 de abril, um roteiro…
Cantora sul-coreana é reconhecida como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026
No dia 14 de abril (terça-feira), foram anunciadas as indicações para American Music Awards de…
A BIGHIT Music, subsidiária da HYBE responsável pelo BTS, iniciou uma ação judicial contra um…