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Presidente da Coreia do Sul escapa de impeachment após boicote

Assembleia Nacional não atinge quórum para impeachment na Coreia do Sul e protestos aumentam pressão política sobre Yoon Suk-yeol

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, manteve-se no cargo neste sábado (2), após a Assembleia Nacional não alcançar o quórum necessário para aprovar sua destituição. O caso está relacionado à controversa declaração de lei marcial que chocou o país e gerou manifestações populares de grande escala. O impeachment exigia o apoio de 200 dos 300 membros do parlamento. Entretanto, a maioria dos deputados do partido governista, o Partido do Poder do Povo (PPP), boicotou a votação ao abandonar o plenário.

Com a ausência de 107 parlamentares do PPP, a sessão terminou sem o mínimo necessário para que os votos fossem computados. Os 192 parlamentares da oposição, liderados pelo Partido Democrático da Coreia (DPK), não conseguiram atrair os oito votos adicionais do PPP, indispensáveis para a aprovação. O presidente da Assembleia, Woo Won-shik, apelou aos governistas para retornarem à votação, mas sem sucesso.


Deputado Ahn Cheol-soo, um dos três legisladores do Partido do Poder Popular a votar na moção de impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol (Foto: reprodução/Choi Won-suk/Korea Times)

Pressão popular cresce e nova tentativa de impeachment é anunciada

A falha na votação gerou indignação popular. Milhares de cidadãos protestaram nas proximidades da Assembleia, exigindo o afastamento de Yoon. Pesquisas indicam que 74% dos sul-coreanos apoiam o impeachment, enquanto a aprovação do presidente caiu para 13%, segundo a Gallup Coreia. O DPK anunciou que insistirá na destituição, prometendo reapresentar a moção semanalmente. Uma nova sessão especial está agendada para 11 de dezembro, com votação prevista para o dia 14.

Embora oficialmente contrário ao impeachment, o PPP enfrenta divisões internas. Após um discurso de desculpas de Yoon, alguns parlamentares recuaram no apoio à moção. O líder do partido, Han Dong-hoon, declarou que uma renúncia antecipada de Yoon seria “inevitável”, mas reafirmou oposição ao impeachment. A crise também resultou na renúncia do líder da bancada do PPP, Choo Kyung-ho, que assumiu a responsabilidade pelo caos político.

A Assembleia também rejeitou, por apenas dois votos, um projeto que propunha investigar a primeira-dama Kim Keon Hee. O veto inicial de Yoon e a derrota recente aumentaram as tensões entre os partidos. Enquanto a oposição planeja novas ofensivas, o PPP tenta recuperar o controle e promete medidas para estabilizar os assuntos de Estado. A disputa deve continuar a mobilizar a opinião pública e definir o futuro do governo Yoon.

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Foto Destaque: sessão plenária na Assembleia Nacional em Seul antes da votação do impeachment contra o presidente Yoon Suk Yeol. Reprodução/Choi Won-suk/Korea Times

Stefani Couto

Jornalista | Editora-chefe & Assessora de Imprensa do Korean Magazine BR

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