Foto: Reprodução/SpaceX
A Coreia do Sul lançou com sucesso, nesta terça-feira (22), o quarto satélite do Projeto 425. Uma iniciativa voltada à criação de uma rede independente de vigilância sobre o arsenal militar norte-coreano. O equipamento foi enviado ao espaço a partir da base de Cabo Canaveral, na Flórida, às 9h48 (horário de Brasília), em um foguete Falcon 9 da empresa SpaceX.
Batizado de Unidade 4, o satélite carrega um radar de abertura sintética (SAR, na sigla em inglês) de alta resolução. O aparelho entrou na órbita prevista cerca de 15 minutos após o lançamento, segundo informações do Ministério da Defesa sul-coreano. O primeiro contato com a estação terrestre estava programado para ocorrer três horas depois, passo decisivo para confirmar o êxito da missão.
O Projeto 425, criado em 2017, prevê o lançamento de cinco satélites: um com sensor eletro-óptico e infravermelho (Unidade 1) e quatro com tecnologia SAR (Unidades 2 a 5). O objetivo é reduzir a dependência da inteligência dos Estados Unidos e ampliar a capacidade autônoma de identificar movimentos estratégicos de Pyongyang.
“A expectativa é que esse projeto fortaleça significativamente a nossa habilidade de detectar sinais de provocação nuclear e de mísseis por parte da Coreia do Norte, além de permitir a vigilância contínua de alvos estratégicos dentro do território inimigo”, afirmou um representante das Forças Armadas.
Entre os chamados “alvos estratégicos” estão instalações militares e autoridades do alto escalão norte-coreano, incluindo o líder Kim Jong-un. De acordo com o Ministério da Defesa, a nova constelação de satélites permitirá observar o território adversário com intervalos de apenas duas horas entre cada varredura.
A Unidade 1, lançada anteriormente, orbita entre 400 e 600 quilômetros da superfície terrestre e passa duas vezes por dia sobre a península coreana. Seu sensor óptico é eficaz sob boas condições de iluminação. Contudo, ele sofre limitações em dias nublados — uma dificuldade relevante em uma região onde cerca de 70% do tempo há cobertura de nuvens.
Já os satélites SAR, como o recém-lançado, operam por radar e conseguem gerar imagens mesmo à noite ou em meio a tempestades. “Esses equipamentos seguem órbitas inclinadas, otimizadas para revisitar áreas específicas com frequência, e sobrevoam a península entre quatro e seis vezes ao dia”, explicou o porta-voz militar.
Apesar de exigirem análises mais especializadas, as imagens obtidas pelos sensores SAR fornecem cobertura contínua e confiável, em qualquer condição climática. Assim, o planejamento técnico levou em conta a complementaridade dos sensores para garantir uma vigilância eficaz e em múltiplas dimensões.
Com quatro unidades já em órbita, falta apenas o lançamento do quinto satélite para completar a primeira fase do projeto. A previsão é que isso ocorra até o fim deste ano. De acordo com as autoridades, a Unidade 4 passará por uma fase inicial de testes e ajustes nos próximos 15 dias, e sua operação plena deve começar em até seis meses.
Encerrada a etapa atual, a Coreia do Sul dará início a uma nova fase. “Nosso plano é lançar mais cinco satélites de médio e grande porte e de 40 a 50 microssatélites até o começo da próxima década”, afirmou um oficial do programa. A meta é estabelecer uma rede capaz de monitorar a Coreia do Norte a cada 30 minutos, reforçando o chamado Kill Chain, sistema de ataque preventivo em caso de ameaça iminente.
O avanço do Projeto 425 insere a Coreia do Sul entre os países com maior capacidade tecnológica de observação orbital na Ásia. Assim, além de intensificar o cerco à movimentação militar do Norte, o sistema amplia a margem de manobra estratégica de Seul em um cenário regional cada vez mais tenso.
Foto Destaque: lançamento do satélite sul-coreano. Reprodução/SpaceX
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