
Starship Entertainment se posiciona após decisão final contra YouTuber
A Starship Entertainment voltou a se manifestar publicamente após a decisão final da Suprema Corte da Coreia do Sul que manteve a condenação do YouTuber conhecido como “Sojang”, acusado de difamação e ataques maliciosos contra artistas e celebridades. O caso, que se arrastava há anos, ganhou desfecho definitivo em 29 de janeiro de 2026 e é considerado um marco na luta contra a propagação de informações falsas e o chamado “cyber wrecker”, prática recorrente no ambiente digital sul-coreano.
Leia Mais:Starship se pronuncia sobre rumores de empreendimento de Jang Wonyoung
Leia Mais:Youtuber que espalhou boatos sobre Wonyoung perde ação movida pela Starship
A sentença confirmou integralmente a decisão do tribunal inferior, que responsabilizou Park, operador do canal, por publicar uma série de vídeos com conteúdo difamatório entre outubro de 2021 e junho de 2023. Ao todo, foram identificados 23 vídeos direcionados de forma maliciosa a sete figuras públicas, incluindo Jang Won Young, integrante do grupo IVE, um dos principais nomes do atual cenário do K-pop. A repercussão do caso mobilizou fãs, empresas de entretenimento e especialistas em direito digital.

Condenação reforça limites entre opinião e difamação
De acordo com a decisão judicial, Park foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa por três anos, além de 120 horas de serviço comunitário. O tribunal também determinou o confisco de 210 milhões de won, valor que equivale a aproximadamente 145 mil dólares. As acusações se basearam na violação da Lei de Rede de Informação e Comunicações, que trata de crimes cometidos em ambientes digitais, especialmente aqueles relacionados à difamação e insulto.
Um dos pontos centrais destacados pelos magistrados foi o entendimento de que alegações apresentadas como especulação ou rumores não deixam de ser consideradas informações falsas quando o contexto geral leva o público a interpretá-las como fatos. A Suprema Corte reforçou ainda que figuras públicas, mesmo estando mais expostas à crítica, não perdem o direito à proteção integral de sua honra, imagem e direitos pessoais.
Esse posicionamento é visto como um avanço importante na jurisprudência sul-coreana, sobretudo em um país onde o consumo de conteúdo digital é intenso e a influência de criadores no YouTube e em outras plataformas é significativa. O julgamento sinaliza que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para práticas que causem danos morais ou incentivem o ódio online.
Starship promete tolerância zero a ataques virtuais
Após a confirmação da sentença, a Starship Entertainment divulgou um comunicado oficial no qual celebrou a decisão e reafirmou seu compromisso com a defesa de seus artistas. A empresa destacou que desde o início adotou medidas legais tanto na esfera civil quanto criminal contra o operador do canal, em resposta à disseminação de informações falsas, calúnia maliciosa e difamação.
No texto, a agência enfatizou que considera a proteção dos direitos e interesses de seus talentos como prioridade máxima. Segundo a Starship, não haverá espaço para acordos ou complacência diante de atos ilegais, e todas as ferramentas jurídicas disponíveis continuarão sendo utilizadas para coibir abusos semelhantes no futuro.
A empresa também direcionou críticas diretas às atividades conhecidas como “cyber wrecker”, termo popular na Coreia do Sul para definir indivíduos que se aproveitam do anonimato na internet para espalhar rumores, promover linchamentos virtuais e lucrar com conteúdos sensacionalistas. A Starship garantiu que seguirá com monitoramento constante das redes e plataformas de vídeo, além de registrar queixas criminais sempre que identificar violações.
Outro ponto destacado no comunicado foi o agradecimento aos fãs e apoiadores que colaboraram com denúncias, envio de materiais e mensagens de incentivo ao longo do processo. Para a agência, o engajamento do público foi fundamental não apenas para o andamento do caso, mas também para fortalecer a discussão sobre a construção de uma cultura online mais responsável e saudável.
O desfecho do caso “Sojang” tende a servir como referência para outras empresas do setor e para vítimas de ataques virtuais, reforçando a mensagem de que ações no ambiente digital têm consequências legais concretas. Em um cenário cada vez mais conectado, a decisão da Suprema Corte e o posicionamento firme da Starship Entertainment apontam para um novo capítulo na proteção de artistas frente aos excessos da internet.
Foto destaque: Logo Starship Entertainment (Foto/Divulgação/Instagram/@starship.entertainment)