O mercado clandestino de dados pessoais de artistas coreanos vem preocupando empresas de entretenimento. Na madrugada do dia 23 de julho (quinta-feira), duas mulheres foram presas após invadirem o alojamento do grupo CORTIS. Para a polícia, elas disseram que conseguiram o endereço e demais informações em um grupo online.
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O aumento na venda ilegal de informações de idols e atores coreanos preocupa artistas, fãs e empresas. Dados pessoais como hotel em que estão hospedados, detalhes de voos e endereços residenciais de grandes grupos já foram expostos, como BTS, SEVENTEEN, NCT e TXT.

Dados pessoais de idols estão expostos facilmente na internet
O que ocorreu com o grupo CORTIS foi apenas a ponta do iceberg de toda situação. Segundo relatos, os vendedores estão espalhados por redes sociais e aplicativos de mensagem, principalmente X (antigo Twitter), Telegram e WeChat. Nos dois últimos, a venda já está concluída ao mostrar interesse no primeiro.
Os dados pessoais seriam utilizados para facilitar o rastreamento dos artistas em compromissos, viagens e outros deslocamentos. Desse modo, essas pessoas conseguem perseguir e estar mais próximas a eles.
Entre os principais procurados estão: números de voos, horários, assentos, bilhetes aéreos, número de telefone pessoal, contas privadas e KakaoTalk. Além de endereços de dormitórios, casas de familiares e locais frequentemente visitados.
Em muitos casos, o vazamento dessas informações parte de funcionários de companhias aéreas e hotéis, que têm acesso aos dados privados dos artistas.
A Big Hit Music afirmou que continua denunciando essas contas às autoridades, mas destacou que o uso de plataformas estrangeiras e perfis anônimos dificulta a identificação dos responsáveis e a agilidade nas denúncias.
Especialistas apontam preocupação
Profissionais da área de segurança defendem que empresas com acesso a dados pessoais dos artistas adotem medidas de segurança mais rigorosas para proteger esses dados. Além disso, ressaltam a importância de fortalecer a cooperação entre autoridades de diferentes países para identificar os responsáveis e combater esse tipo de prática de forma mais eficaz.
Foto Destaque: Membros do grupo CORTIS, os quais tiveram seus dados pessoais vazados. Divulgação/Inkigayo Photo Wall