
Yang Zi toma medidas legais após uso de sua imagem em deepfake
A atriz chinesa Yang Zi tomou medidas legais após ter sua imagem utilizada sem autorização em um conteúdo gerado por inteligência artificial. O caso veio à tona após uma produção gerada por IA intitulada “After Rebirth i Became the Wife of the Guardian”, possuir uma personagem cujo semblante lembra a de Yang Zi. A denúncia reacendeu o debate sobre os limites do uso de tecnologias como deepfake, que cria vídeos e imagens realistas usando pessoas reais.
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Em comunicado, a equipe da artista afirmou que certas produções usaram a imagem de Yang Zi de forma não autorizada para criar conteúdos sem o seu consentimento. A agência também enfatizou que o uso indevido de sua imagem configura uma violação grave de direitos, e destacou que advogados já foram acionados para levar o caso adiante. A decisão marca uma postura mais firme diante dos conteúdos gerados por inteligência artificial que usam rostos de celebridades sem seu consentimento.

Caso semelhante a de Yang Zi reforça preocupação com IA
O episódio envolvendo Yang Zi não é isolado. Outros artistas chineses já teriam sido afetados pelo uso indevido de suas imagens em produções geradas por inteligência artificial. Outro caso semelhante é o de Xiao Zhan, ator chinês que teria tido seu rosto replicado em diferentes conteúdos sem autorização.
A recorrência dessas situações evidencia como ferramentas de IA conseguem recriar ou até misturar características faciais a partir de bancos de dados digitais, tornando cada vez mais difícil o controle sobre o uso da imagem de figuras públicas. Especialistas apontam que, nesses casos, não é necessário que a semelhança seja perfeita, o fator determinante para uma possível infração é o reconhecimento por parte do público.
Apesar de a legislação chinesa garantir direitos sobre o uso da imagem, a aplicação prática ainda enfrenta entraves, especialmente diante do crescimento acelerado do mercado de conteúdos produzidos por IA no país. Com custos reduzidos e produção facilitada, casos como de Yang Zi têm se proliferado rapidamente, ampliando também os desafios legais e éticos. O caso expõe os dilemas éticos e a necessidade de regulamentações mais rígidas quanto ao uso da imagem artistas para produção de conteúdos artificiais.
Foto Destaque: Yang Zi. Divulgação/@yangzi_aoao
Edição: Jorge Diene