
Ban Hyo-jin e Yang Ji-in apostam na mentalidade para sustentar o favoritismo nos Jogos Asiáticos
Em um esporte onde a diferença entre o ouro, a prata e o bronze podem ser medido em décimos de pontos, Ban Hyo-jin e Yang Ji-in encontraram na mente o seu maior diferencial. Campeãs olímpicas nos Jogos de Paris, em 2024, as duas atiradoras sul-coreanas chegam ao ciclo dos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya, em 2026, não apenas como favoritas ao pódio, mas como símbolos de uma nova geração de atletas que utlizam da mentalidade forte como artifício e incentivo.
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Embora compartilhem o mesmo sucesso esportivo, Ban e Yang seguem caminhos mentais distintos. Enquanto a primeira aposta na autoconfiança explícita e contundente, a segunda construiu sua carreira a partir de uma calma predominante, quase estoica, guiada pela ideia de que o futuro se resolve sozinho.

Ban Hyo-jin e o “Hyojin-style thinking” como fórmula para vencer
Aos 19 anos, Ban Hyo-jin já é um dos nomes mais reconhecidos do tiro esportivo mundial. Ouro olímpico no rifle de ar em Paris 2024, quando tinha apenas 16, ela viralizou por um detalhe aparentemente simples: um bilhete colado no laptop com a frase:
“Eu sou a melhor de qualquer forma”. “Escrevi aquilo para me lembrar de não me colocar abaixo de ninguém. Não sou perfeita, mas as outras também não são. Pensar assim me ajuda quando tudo parece desandar”, disse Ban em entrevista.
De acordo com a atleta, a postura confiante é inspirada na cantora Jang Wonyoung, do grupo feminino IVE, e gerou inicio ao movimento “Hyeojin-style thinking”, que em português significa “Forma que Hyeojin pensa”. A atiradora venceu sua primeira medalha ao vencer a chinesa Huang Yuting, na final da Carabina de Ar 10m, em Paris. Em 2025 ela defendeu o título de melhor do mundo nos Campeonato Mundial, realizado em Cairo, no Egito.

Yang Ji-in e a filosofia de que só poderá atingir o sucesso através de si mesma
Se Ban externaliza confiança, Yang Ji-in opera no extremo oposto. Campeã olímpica na pistola livre 25 metros, ela construiu sua imagem pública a partir de uma expressão quase imutável e serena. Com frases como “minha futura eu vai descobrir”, fez com que a “Ji-in-style thinking” surgisse.
“A situação não muda só porque você está nervosa. Então é melhor agir como se fosse algo simples”, explicou Yang ao falar sobre competições decisivas.
A atiradora começou no esporte ainda na adolescência e teve como sua principal referência de sua visão de mundo o cartunista de TV Kian84. Rapidamente Yang se destacou no cenário nacional, tendo sua principal característica a frieza sob pressão. Nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta venceu sua primeira medalha de ouro, ao vencer a francesa Camille Jedrzejewski.

Em termos de personalidades e arquétipos esportivos, Ban e Yang representam duas escolas distintas de mentalidade. Se Ban Hyo-jin se aproxima de atletas como Cristiano Ronaldo ou Tom Brady, que transformam a autoconfiança explícita em motor competitivo, Yang Ji-in lembra nomes como Roger Federer ou Lewis Hamilton.
Ambas são aposta da delegação sul-coreana para voltar de Nagoya com vitórias para casa nos Jogos Asiáticos, por mais que possuam métodos diferentes, as duas vão como as oponentes a serem batidas em suas respectivas modalidades.
Foto destaque: Yang Ji-in e Ban Hyo-jin. Divulgação/Joint Press Corps/Xinhua