
Japão chega para a Copa 2026 podendo ser pedra no sapato para o Brasil
Há poucos dias de estrear pela Copa do Mundo FIFA 2026, a seleção do Japão chega ao torneio com expectativas diferentes das edições anteriores. A seleção japonesa está inserida no grupo F, ao lado da seleção da Suécia, da Tunísia e dos Países Baixos. Grupo este que irá enfrentar as seleções que se classificarem do grupo C, que contém Marrocos, Escócia, Haiti e o Brasil.
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Caso a seleção nipônica avance na primeira colocação, irá enfrentar a segunda colocada do grupo C, na fase 16 avos de final, instaurada pela primeira vez nesta edição do torneio. No cenário de ficar em segunda colocação, enfrentaria o primeiro colocado no grupo do Brasil.
A estreia está marcada para o próximo domingo (14), às 17h no AT&AT Stadium, oficialmente chamado de Estádio de Dallas, em Arlington, Texas. O confronto será contra a seleção neerlandesa, que possivelmente será a seleção a se classificar, ao lado do Japão.

Nova geração do Japão empolga para o mundial
Para a edição de 2026, entre os principais nomes do time estão Takefusa Kubo, jovem da Real Sociedad que atraiu atenção de times como Arsenal e Bayern de Munique, e Daichi Kamada, do Crystal Palace. Ambos funcionam como o principal motor ofensivo do time.
No setor defensivo, Wataru Endo aparece como destaque do time, capitão e coração do time, o zagueiro, que atua pelo Liverpool, teve uma lesão no começo do ano e ficou disponível apenas no final de maio.
Para a edição realizada na América do Norte, o técnico Hajime Moriyasu, vem com uma seleção reformulada taticamente e disciplinada, usando de contra-ataques como principal punição. O técnico japonês ressaltou a evolução do time nos últimos quatro anos, segundo Moriyasu, a profundidade do elenco é superior ao de ciclos anteriores e ressaltou a capacidade dos atletas de se adaptarem à diferentes adversários e adversidades.

Tendo estreado em mundiais em 1998, na França, a seleção japonesa já participou de oito edições. Os “Samurais Blues”, alcunha do time, estiveram nos mundiais desde então, e conseguiram como melhor resultado campanhas que chegaram até as oitavas de finais.
O recorde foi alcançado nos anos de 2022, Catar; 2018, Rússia; 2010, África do Sul; e em 2002, quando sediaram o torneio ao lado da Coreia do Sul. O principal objetivo para este ano é superar as colocações em edições anteriores e se tornar uma surpresa tática e técnica, dentre as potências tradicionais.
Seleção vem de vitórias contra potências do futebol
O otimismo não é por acaso, recentemente, a seleção japonesa enfrentou adversários de forte expressão no futebol. Em março, a equipe venceu a Inglaterra por 1×0 em Wembley, principal estádio inglês, com gol de Kaoru Mitoma, que chegou a se lesionar antes da convocação oficial.
Outra ausência significativa é a de Takumi Minamino, que também teve que se ausentar por problemas físicos. Por mais que a lesão de Minamino e Mitoma seja significante para o time, o técnico ressaltou a capacidade de seus atletas.

Em outubro do ano passado, enfrentou o Brasil, em Tóquio, diante de aproximadamente 45 mil espectadores. O jogo, que começou 2×0 para a seleção canarinha, foi vencido pelo time japonês por 3×2, com gols de Minamino, Keito Nakamura e Ayase Ueda.
Foi a primeira vitória da seleção contra o time brasileiro. Outra grande que foi vítima da talentosa seleção japonesa foi a seleção da Alemanha, que perdeu de 4×1 em 2023, que culminou na demissão do então técnico Hans Flick.
Os próximos jogos da seleção japonesa serão nos dias 21 de junho, contra a Tunísia, às 1h da madrugada, no Estádio de Monterrey, Guadalupe, e contra a seleção sueca no dia 26 de junho, às 20h, também em Arlington.
Foto destaque: Ritsu Doan contra Vinícius JR válido por amistoso internacional. Divulgação/Rafael Ribeiro/ CBF
Edição: Jorge Diene