
Coreia do Sul teve ao menos 137 mulheres mortas por parceiros em 2025, aponta relatório
A Korea Women’s Hot-Line (KWHL), organização não governamental dedicada ao combate à violência contra mulheres e à promoção da igualdade de gênero na Coreia do Sul, divulgou dados preocupantes na última sexta-feira (7). Segundo a entidade, ao menos 137 mulheres foram mortas por seus parceiros íntimos em 2025, enquanto 252 sobreviveram a tentativas de assassinato ou ataques semelhantes.
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O relatório também aponta que, em média, uma mulher por dia foi morta ou esteve em risco de ter a vida tirada por um parceiro. O levantamento foi elaborado a partir da análise de incidentes reportados pela mídia entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados pela KWHL dois dias antes do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e reforçam o alerta de que ainda há um longo caminho a percorrer no avanço dos direitos e na proteção das mulheres.

Relatório da KWHL demonstra a realidade violenta entre as mulheres da Coreia do Sul
No ano passado, segundo relatório divulgado pela Korea Women’s Hot-Line (KWHL), pelo menos uma mulher foi morta ou correu o risco de ser morta por um parceiro íntimo masculino a cada 22,5 horas. O levantamento também incluiu pessoas que estavam próximas das vítimas no momento dos incidentes, elevando o número total de afetados para 673 pessoas, com alguém sendo impactado física ou emocionalmente a cada 13 horas.
As vítimas pertenciam a todas as faixas etárias. Entre os 256 casos em que a idade foi confirmada, mulheres na faixa dos 30 anos representaram o maior número de vítimas, com 52 casos (20,31%). Em seguida aparecem mulheres na faixa dos 20 anos, com 48 vítimas (18,75%); mulheres entre 40 e 50 anos, com 45 vítimas em cada grupo (17,58%); e mulheres na faixa dos 60 anos, com 35 vítimas (13,67%).
“A violência doméstica contra mulheres não deve ser tratada como disputas privadas ou incidentes isolados”, afirmou a KWHL. “Estatísticas mais sofisticadas e abrangentes sobre feminicídio precisam ser estabelecidas, e as leis e sistemas de proteção relacionados devem ser fortalecidos.”

O relatório também mostra que 94 vítimas, incluindo pessoas que estavam no local no momento dos incidentes, foram mortas ou estiveram em risco de serem atingidas pela violência de homens com quem não tinham qualquer relação anterior, evidenciando a misoginia como um dos fatores por trás desses crimes. Entre as vítimas cuja idade foi confirmada, mulheres na faixa dos 20 anos representaram a maior parcela entre aquelas mortas ou atacadas por homens desconhecidos, com 18 vítimas (29,03%).
Entre os motivos mais frequentemente citados pelos agressores está a “tentativa de agressão sexual”, responsável por 21,28% dos casos. Dados como esses evidenciam a insegurança que muitas mulheres enfrentam diariamente e reforçam a importância de políticas públicas e leis mais eficazes para combater a violência de gênero.
Foto Destaque: Manifestação pedindo a igualdade de gênero e combate a violência contra as mulheres no Dia Internacional da Mulher, na Coreia do Sul. Reprodução/Yonhap