
Delegacia de Gwangju vira alvo de investigações após vazamentos sobre caso de homicídio
O departamento da Promotoria Distrital de Gwangju realizou uma operação na delegacia policial da cidade de Gwangju. A ação começou após um suposto vazamento de informações de um caso de homicídio, ocorrido em maio deste ano.
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A promotoria enviou investigadores à Delegacia de Polícia de Gwangsan para cumprir mandados de busca e apreensão após suspeitas de que policiais teriam vazado informações da investigação e destruído provas relacionadas ao caso de uma estudante esfaqueada no ensino médio.

Promotoria investiga envolvimento de pai do suspeito no caso
O caso começou em maio deste ano, após a polícia prender Jang Yoon-gi, de 23 anos, sob acusações de ter esfaqueado, de forma fatal, uma estudante de 17 anos e tentativa de homicídio contra um estudante, também de 17 anos, em Gwangju.
A equipe encarregada de investigar o caso está sob suspeitas de falhar na preservação de evidências consideradas fundamentais. Dentre as provas, estão o carro do acusado, abraçadeiras de nylon/plástico (popularmente chamado de enforca-gato) e uma boneca sexual danificada encontrada na residência de Jang.

Além das acusações relacionadas às provas do caso, os oficiais também estão sendo investigados por vazar informações confidenciais do caso ao pai do acusado, que também se encontra na corporação policial.
Porém, a investigação e especialistas jurídicos acreditam que um processo formal contra o pai de Jang possa ser inviável, devido a uma lei que concede imunidade àqueles que cometem crimes em nome de seus familiares.
Caso em Gwangju gerou mandado de prisão contra policial responsável
As suspeitas acerca da condução da equipe policial que assumiu o caso levou a Agência Nacional de Polícia (NPA) investigar as acusações de desvio de conduta. A Agência anunciou, em coletiva, que medidas disciplinares ainda podem ser tomadas.
“Se encontramos desvio de conduta, por meio de investigação interna, medidas disciplinares podem ser tomadas sob legislação pertinente, tal como a Lei dos Funcionários Públicos do Estado e o decreto sobre ações disciplinares contra oficiais de polícia”, declarou a agência.
A equipe de investigação da promotoria solicitou nesta terça-feira, 7, um mandado de prisão contra o policial responsável pela investigação do caso por não conseguir preservar as provas no interior do carro do acusado, sendo acusado de destruí-las.
Foto destaque: Hong Seok-ki, novo chefe do Escritório Nacional de Investigação realizando um discurso no Escritório Nacional de Investigação da Agência Nacional de Polícia da Coreia sobre o caso em Gwangju