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Governo sul-coreano vai expandir apoio à criação de filhos para famílias monoparentais

A expectativa do Governo é que com o acréscimo no recurso, mais pessoas vulneráveis sejam apoiadas pela medida

O governo sul-coreano aumentou o orçamento para famílias monoparentais (onde apenas uma única pessoa assume a parentalidade de outra) para 544,2 bilhões de won, que é o equivalente a 403 milhões de dólares no próximo ano. A expectativa é que com o acréscimo no recurso, mais pessoas vulneráveis sejam apoiadas pela medida. 

De acordo com o Ministério da Igualdade de Gênero e Família e responsável pelo repasse, o plano é fornecer 210 mil won (US$ 155,92) por criança para as famílias monoparentais de baixa renda. Atualmente, o órgão público distribui 200 mil won (US$ 148,49) para 235 mil famílias. A partir do novo orçamento é estimado que 267 mil pessoas recebam o valor reajustado no próximo ano.

Além desse benefício, o ministério afirmou que planeja distribuir 400 mil won (US$ 296,98) para a população com menos de 25 anos com filhos menores de 1 ano que tenham rendimento familiar igual ou inferior a 63% do rendimento médio. Isso significa um aumento de 50 mil wons em relação aos auxílios pagos neste ano.

Os recursos do Governo também serão destinados a pais ou responsáveis solos menores de 25 anos
Os recursos do Governo também serão destinados a pais ou responsáveis solos menores de 25 anos. Imagem: Freepik

Enquanto isso, pais ou mães solos com filhos adolescentes que vão completar o ensino médio também vão ter direito a pensão alimentícia de 200 mil won até a conclusão escolar.

Já no âmbito habitacional, o governo expandirá o número de casas públicas de aluguel de 266 para 306 unidades com a finalidade de garantir casas próprias para essa população. Os pais e responsáveis com menos de 25 anos vão adquirir somente o direito a viver temporariamente em instalações de assistência social construídas pelos órgãos públicos sem necessitar comprovação de renda.

Novas medidas para lidar com o elevado custo da criação dos filhos

As atitudes do Governo sul-coreano para apoiar os pais e responsáveis que criam os filhos sozinhos reflete o cenário apontado por diversos estudos realizados por grupos estrangeiros. Entre eles, o YuWa Population Research Institute que revelou  numa pesquisa em 2022 que a Coreia é o lugar mais caro no mundo para criar uma criança.

Segundo o Instituto de Pesquisa Populacional com sede em Pequim, o custo desde o nascimento até aos 18 anos de idade na Coreia do Sul é cerca de 7 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, valor médio produzido por indivíduo em determinado espaço geográfico dentro de um ano. O país no leste asiático fica em primeiro lugar, seguido pela China.

Em 2022, o PIB per capita dos habitantes coreanos foi de aproximadamente 32 mil dólares, o que significa que a população teria que desembolsar 7 vezes esse valor para manter uma criança todos os anos até a maioridade.

Por isso, é possível que o órgão coreano esteja em busca de auxiliar, principalmente, as famílias monoparentais que têm custos ainda mais elevados, assim, evitando determinadas  situações precárias e até a linha da pobreza com o subsídio.

No ano passado, o número de famílias monoparentais que receberam apoio governamental chegou a 190.421.

Foto destaque: Casa Azul, localizada em Seoul. Crédito: Pixabay.