
Running Man é absolvido de acusação de assédio por jogo de beijo no programa
O programa de variedades sul-coreano Running Man foi inocentado das acusações de assédio sexual envolvendo um polêmico jogo de beijos. A decisão oficial da comissão de censura televisiva encerra as denúncias feitas por telespectadores sobre o episódio transmitido em novembro do ano passado pela emissora SBS.
A controvérsia começou durante a participação dos atores Ahn Eun-jin e Kim Moo-joon, estrelas de um drama da própria emissora. Para promover a série, a produção criou um quadro onde um participante com os olhos vendados precisava adivinhar qual colega de elenco havia lhe dado um beijo.
Reclamações do público e o polêmico jogo de adivinhação em Running Man

O clima da gravação gerou desconforto em parte do público familiar. Durante a brincadeira, os integrantes do elenco trocaram comentários sugestivos sobre a condição dos lábios e demonstraram disposição para receber os beijos, o que intensificou as críticas dos telespectadores sul-coreanos.
A situação atingiu o limite para o público quando a atriz Ahn Eun-jin beijou o pulso de um colega. Logo em seguida, outros membros do programa começaram a pressioná-la para repetir a ação, deixando a convidada visivelmente constrangida com a exigência inesperada.
Em resposta à pressão no palco, a artista tentou se esquivar e questionou se realmente precisava executar o ato físico. O público levou o caso às autoridades, alegando que o quadro induzia o assédio sexual e forçava contato físico inapropriado durante um horário de classificação livre.
Decisão da comissão e justificativa oficial para absolver o programa
Durante a reunião da subcomissão de censura da Coreia do Sul, a avaliadora Hong Mi-ae chegou a sugerir uma advertência administrativa. Ela reconheceu que o quadro de Running Man apresentava um tom inadequado e que a pressão sobre a convidada abria margem para debates válidos sobre assédio na televisão.
Apesar dessa ponderação, o presidente da comissão, Kim Min-jung, e a maioria dos conselheiros votaram pela absolvição total da emissora. Eles argumentaram que todos os artistas presentes conheciam as regras previamente e participaram da gravação de maneira voluntária, sem qualquer tipo de coação.
O comitê concluiu que o contato físico ocorreu de forma leve e não atingiu um nível que configurasse crime ou violação da dignidade humana. Com quatro votos a favor da inocência, o caso envolvendo o quadro do Running Man foi encerrado e classificado oficialmente como isento de problemas.