
Min Hee-jin abre mão de 25,6 bilhões de wons e propõe acordo para encerrar disputa com a HYBE
A empresária Min Hee-jin surpreendeu o mercado do entretenimento sul-coreano ao anunciar que está disposta a renunciar aos 25,6 bilhões de wons, cerca de R$ 92 milhões, que teria a receber após vitória judicial contra a HYBE. Em coletiva realizada nesta quarta-feira (25), em Jongno-gu, Seul, a executiva afirmou que prefere priorizar a estabilidade artística e institucional do K-pop a manter a disputa financeira.
Leia Mais:IVE fala sobre nova fase após segundo álbum completo
Leia Mais:KATSEYE enfrenta onda de críticas após comentários do pai de Daniela
A declaração ocorre após decisão do 31º Acordo Civil do Tribunal Distrital Central de Seul, que deu ganho de causa à ex-CEO da ADOR no processo relacionado à venda de ações. A Corte determinou que a HYBE pagasse 25,6 bilhões de wons (cerca de R$92 milhões), a Min, além de valores adicionais a outros ex-executivos envolvidos na ação. Mesmo diante da decisão favorável, ela propôs encerrar completamente todos os litígios em curso.

Proposta de reconciliação e foco nas artistas
Durante a coletiva, Min afirmou que a razão principal de sua decisão são as integrantes do NewJeans. Segundo ela, a permanência da disputa judicial prejudica diretamente as artistas, que enfrentam um cenário de incerteza desde 2024. “Não posso mais assistir a uma realidade em que parte está no palco enquanto outra está no tribunal”, declarou.
A empresária sugeriu que, em troca da renúncia ao valor determinado pela Justiça, sejam suspensos imediatamente todos os processos cíveis e criminais envolvendo não apenas ela e a HYBE, mas também as integrantes do grupo, empresas terceirizadas, ex-funcionários da ADOR e até mesmo ações direcionadas ao fandom.
Min também rebateu as acusações feitas anteriormente pela HYBE, que alegava tentativa de apropriação do grupo e má conduta administrativa. Segundo ela, o tribunal reconheceu que suas decisões estavam dentro do escopo legítimo de gestão e que as críticas relacionadas à ética criativa não configuravam irregularidades.
Histórico de tensão e impacto no grupo
O impasse entre Min Hee-jin e a HYBE ganhou força após sua destituição do comando da ADOR, em agosto de 2024. Em novembro daquele ano, as integrantes do NewJeans anunciaram intenção de deixar a subsidiária, alegando que problemas internos não haviam sido solucionados. Elas chegaram a lançar novas redes sociais sob o nome NJZ, mas decisões judiciais posteriores mantiveram a validade dos contratos com a empresa.
No fim de 2025, Danielle deixou oficialmente o grupo, enquanto outras integrantes permaneceram vinculadas à agência, ainda sob negociações. A instabilidade resultou, inclusive, em uma pausa nas atividades anunciada em março de 2025.
Criado em 2022, o NewJeans rapidamente se consolidou como um dos principais nomes da quarta geração do K-pop, com sucessos como “Super Shy”, “OMG” e “Hype Boy”. O grupo se tornou símbolo de renovação estética e musical na indústria sul-coreana.
Nova gravadora e discurso sobre o futuro
Ao final do evento, Min anunciou o lançamento de sua nova empresa, a OOAK Records. Segundo ela, a proposta é retomar o foco criativo e contribuir para um ambiente mais saudável no setor musical. Em tom conciliador, a executiva declarou esperar que a HYBE e seu fundador, Bang Si-hyuk, aceitem a proposta. “Que possamos competir na música e no palco, não nos tribunais”, afirmou.
A decisão agora depende da resposta da empresa. Caso aceita, a medida pode representar um marco na reorganização das relações entre artistas, executivos e grandes conglomerados do entretenimento na Coreia do Sul.
Foto destaque: Empresária Min Hee-jin (Foto/Divulgação/Instagram/@min.hee.jin)