
Ex-CEO da ADOR, Min Hee-jin sofre derrota em processo contra HYBE e BELIFT LAB
Min Hee-jin, ex-CEO da ADOR, sofreu uma derrota significativa na sua disputa judicial contra a HYBE e BELIFT LAB. O caso ocorreu após decisão da Promotoria do Distrito Oeste de Seul de não apresentar acusações contra executivos das duas empresas. A decisão foi tomada no final de maio, no dia 27, e veio somente a público esta semana, no dia 10 de junho.
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Segundo a imprensa sul-coreana, os promotores concluíram que não havia fundamentos suficientes para sustentar as acusações apresentadas pela ex-executiva. Dentre as acusações estavam alegações de difamação, acesso ilegal a dados de sua privacidade e constante vigilância. A decisão não encerra as outras disputas judiciais envolvendo Min Hee-jin, HYBE e BELIFT LAB.

Promotoria rejeitou acusações de vigilância ilegal
As alegações de que a HYBE teria acessado ilegalmente e-mails e contas de mensagens de Hee-jin e seus colaboradores também foram analisadas durante a investigação. Segundo a promotoria, as ações da empresa foram consideradas legítimas, parte de um processo de auditoria interna, dentro dos limites permitidos.
A decisão levou em consideração acordos de segurança e documentos de consentimento assinados por funcionários durante o período de trabalho. Outro ponto que enfraqueceu as alegações de acesso não autorizado foi a conclusão de que Lee Sang-woo, ex-vice-CEO da ADOR, teria fornecido deliberadamente sua senha à companhia.
Conversas de Min Hee-jin com xamã foram legítimas para investigação, apesar de excesso
Outro ponto central da disputa jurídica envolvia as alegações de que a HYBE teria difamado a ex-executiva ao divulgar informações de supostas consultas com uma xamã. Hee-jin argumentou que as declarações eram falsas e prejudicam sua reputação.
Porém, durante a investigação, os promotores confirmaram a existência de conversas da ex-CEO com a líder espiritual em assuntos relacionados à ADOR. Por mais que consideraram o uso da expressão “gestão por xamanismo” (Shaman Management), fosse exagerada, concluíram que não se caracterizava a acusação criminal por difamação
Acusação de plágio entre ILLIT e NewJeans também foi analisada
A promotoria também examinou as acusações de Min Hee-jin de que o grupo ILLIT teria copiado ilegalmente elementos do conceito do NewJeans, como coreografias e trajes . Os promotores descartaram a possibilidade de responsabilização da empresa, seguindo a decisão que a polícia havia considerado em investigações anteriores.

As autoridades alegaram já terem reconhecido a existência de haver semelhanças entre os dois grupos, porém sem concluir que o crime de plágio havia sido cometido. Em junho de 2024, a ex-empresária preencheu uma denúncia de difamação contra a BELIFT LAB, responsável do ILLIT.
Hee-jin alegou que o vídeo postado pela empresa para refutar as acusações de plágio eram falsas. A promotoria recusou a acusação, alegando que a resposta, realizada pelos executivos da agência representava um ponto de vista, e não uma afirmação difamatória, descartando assim a possibilidade de responsabilização criminal dos executivos.
Disputa entre HYBE, Min Hee-jin e NewJeans permanece
A disputa entre a ex-CEO e a HYBE se arrasta desde 2024, quando a empresa acusou Min de tentar assumir o controle da ADOR, subsidiária da HYBE. Reconhecida por seu trabalho na produção e direção do NewJeans , ela se tornou figura central no conflito envolvendo o grupo e a agência. Sendo acusada de influenciar as integrantes a saírem da empresa.

O embate do grupo com a agência se iniciou após o desligamento de Min Hee-jin da ADOR, o que culminou na tentativa de encerrar seus contratos. Em 2025, a justiça sul-coreana decidiu que o vínculo do grupo e companhia permanecia válido. Desde então, três integrantes já teriam retornado à empresa, e que conversas com Minji estariam sendo feitas para seu retorno. A cantora Danielle teve seu contrato rescindido com a ADOR
Foto Destaque: Min Hee-jin (à esquerda) e prédio da HYBE (à direita). Divulgação/ Newsis & Lee Jae-Won/AFLO