
Promotoria rejeita pedido de prisão do presidente da HYBE, Bang Si-hyuk, por falta de fundamentos
Nesta quinta-feira (23), o pedido da polícia para a emissão de um mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, presidente da HYBE, foi rejeitado pela Unidade Conjunta de Investigação de Crimes Financeiros e de Valores Mobiliários do Gabinete do Promotor do Distrito Sul de Seul. Segundo os promotores, “neste estágio, a justificativa para a detenção não foi suficientemente comprovada”, acrescentando que novas investigações complementares foram solicitadas. Anteriormente, no dia 21 de abril, a Divisão de Investigação de Crimes Financeiros da Agência de Polícia Metropolitana de Seul havia encaminhado o pedido de mandado à promotoria do Distrito Sul.
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A investigação contra Bang Si-hyuk está em andamento há aproximadamente um ano e cinco meses. O executivo é suspeito de violar a Lei do Mercado de Capitais da Coreia do Sul, ao supostamente enganar investidores durante o processo de oferta pública inicial (IPO) da HYBE, em 2019.

Investigações contra Bang Si-hyuk permanecem, mesmo após pedido de prisão ser negado
A solicitação de mandado de prisão contra Bang Si-hyuk se tornou uma das principais manchetes da semana, após a Agência de Polícia Metropolitana de Seul formalizar o pedido como parte de uma investigação por suspeitas de fraude e negociação injusta. Como parte do inquérito, o presidente da HYBE foi interrogado cinco vezes entre setembro e novembro do ano passado, na condição de suspeito, além de ter sido proibido de deixar a Coreia do Sul.
Bang é acusado de ter induzido investidores ao erro em 2019 ao afirmar que não havia planos para uma oferta pública inicial (IPO), enquanto, supostamente, os incentivava a vender suas ações a um fundo específico de private equity. De acordo com as autoridades, os lucros ilícitos são estimados em cerca de 190 bilhões de won (aproximadamente R$ 722 milhões), provenientes principalmente de transações de ações realizadas pelo fundo após o IPO.

Bang Si-hyuk nega todas as acusações e, por meio de seu representante legal, manifestou profundo pesar diante do pedido de prisão. Ele afirma ter colaborado integralmente com as investigações e ressaltou que continuará fazendo o possível para esclarecer os fatos por meio dos trâmites legais. Enquanto isso, o caso segue sob investigação, com a promotoria analisando novas evidências.
Foto Destaque: Bang Si-hyuk durante palestra. Reprodução/Getty Images/ Vivien Killilea